Diz que a minha London Trip 2012 já terminou há mais de uma
semana, mas ainda não gastei alguns minutos a debruar-me sobre os factos,
ideias e conceitos de alucinante viagem pelo West End. Para um novato, como eu,
muito haveria a descobrir… mas, felizmente, rapidamente me ambientei ao mundo
das artes performativas em qualquer esquina. Uma experiência brutal e
alucinante: 3 dias de pura magia.
Se já havia deixado o meu relato da perfeição cénica e
artística relativa ao meu 6º contacto com Cirque du Soleil, falta, agora,
explorar os conceitos mais tradicionais da cidade com o céu mais característico
e um frio que aquece muitas mentes.
Foram 3 dias, 3 musicais… um clássico, uma maluqueira e uma
novidade a todos os níveis. Dada a falta de minutos, terei mesmo de optar por
um nesta primeira abordagem. Não preciso pensar muito, Ghost será
obrigatoriamente a escolha.
Certamente que todos (ou quase) conhecemos a história base
do filme Ghost – O espírito do Amor, que serviu de inspiração a esta obra-prima.
Daí que não necessitarei de explorar a abordagem da sinopse nesta pequena
crónica. Vamos, então, ao que interessa.
Tudo acontece num dos mais modestos teatros de primeira
linha da capital britânica, o Piccadilly Theatre. Nas traseiras da mais
tecnológica e moderna praça de Londres apresenta-se um projecto único,
inovador, irreverente, sensível. Serão tantos os adjectivos que encaixam na
perfeição a uma brutalidade cénica e visual, aliada a um projecto artístico de
fazer inveja à generalidade das mais recentes produção.
Divino será talvez o adjectivo mais adequado à globalidade. Um
pequeno palco com muita tecnologia… fabulosos efeitos cénicos e especiais… um
pequeno elenco de fazer encher o olho… e um complexo conjunto de coreografias,
tão simples como arrojadas, aliadas a uma linha musical coesa e íntegra. Em resumo,
um resultado sublime.
Certamente que este será o projecto obrigatório para os
próximos meses para a generalidade dos visitantes e o sucesso de bilheteira é
sinónimo disso. Quantos musicais se dão ao luxo de esgotar matines em época
baixa?
Não me vou alongar… o trailer “fala” por si… as imagens são
fenomenais… e se isto me abriu o apetite, o que vi foi MUITO melhor. Brutal!
O novo álbum dos Prima Donna está à venda há cerca de 2
semanas. A longa viagem desde Los Angeles terminou há quase uma semana, mas só
hoje conquistei um pouco de tempo para uma verdadeira apreciação do mais
recente trabalho deste projecto americano, que me surpreendeu com um inesperado
concerto em 2009.
Irreverência e boa disposição são sinais característicos desde
há muito… e neste novo trabalho não se deixam de mostrar. Com alguns temas já testados, com grande sucesso ao vivo, “Bless
this Mess” apresenta-se de uma forma fresca e relaxada, sem complexos ou
impulsos demasiado direccionados. A temática é variada e predominantemente
urbana, chegando a roçar conceitos menos abertos, mas nem por isso menos
universais.
Em resumo, um projecto absolutamente recomendável e um disco
de audição obrigatória para os amantes do género.
Nota apenas para o facto de Kevin e companhia prepararem uma
tour europeia, que, desta vez, não passará por terras lusas. Madrid será a
opção mais próxima.
TOTEM é uma das mais recentes produções dos mestres canadianos do Cirque du Soleil. Depois da sua estreia em 2010, tem-se limitado aos EUA e Canadá, com um duplo salto a Londres. Neste prolongamento da segunda estadia decidi saltar também à Capital Europeia das Artes Performativas.
O ambiente no Royal Albert Hall parecia de tudo menos de circo. A mística apenas se fazia sentir na mini loja que se apresentava em cada uma das quatro áreas de acesso ao recinto. Confesso, não gostei do ambiente. Já na sala, a dimensão do cenário dilui-se na imponência da sala… e nada mais se consegue relatar do que a portentosa arquitectura do espaço. Senti-me num coliseu a aguardar por uma peça de teatro… e não numa tenda ou numa arena na ânsia de mais um projecto Cirque.
Quanto ao espectáculo em si, resumiria tudo em poucas palavras: do homem das cavernas à Era espacial, Cirque du Soleil conta, à sua maneira, a história da humanidade com uma simplicidade impressionante. Verdadeira simplicidade, envolta numa enormíssima complexidade de números de circo inovadores e alternativos. A cenografia e os efeitos especiais não serão comparáveis aos projectos que pude ver com os meus olhos recentemente, não deixando de ser completamente alinhados com a dinâmica e irreverência tão características.
Bem sei que os britânicos são MUITO calmos, mas nunca imaginei, no meio de 3500 pessoas chegar ao cúmulo de estar perante o único par de mãos a fazer barulho (as minhas). Vale que a fenomenal acústica da sala ajudou a projectar o som e, como eles aprendem depressa, no final o impossível aconteceu e parecia uma festa… britânicos extrovertidos… uau!
Esta tarde a grande novidade chegou... e da melhor forma. Os Corvus Coram regressarão a Portugal em Setembro, a notícia foi avançada pela banda, por incrível que pareça, na minha cronologia no Facebook.
Entretanto sabe-se que apenas se confirma, para já, uma actuação em Braga, sem mais pormenores sobre datas, local exacto ou bilhetes. Aguardemos pelas informações... e será que haverá surpresas?
A noite de ontem, no Cine Teatro António Lamoso, prometia muito rock. No Facebook, the LOYD nunciavam um “grande espectáculo” e as expectativas estavam bem lá em cima. E não desiludiu, bem pelo contrário.
Antes disso, os TWINCHARGERS, “novo” projecto musical feirense, subiram ao palco… perdão, a um bocadinho de palco fora das cortinas… com muita alegria e irreverência. Confesso que ainda não havia tido oportunidade para assistir ao vivo e este projecto e fiquei surpreendido. Se a entrada foi talvez exagerada e com demasiada garra, 5 minutos depois tudo regularizou e a harmonia tomou conta do duo, que dispôs de meia hora para apresentar temas como “dead man walking”, “strange” ou “under the sea”. Quanto à música, as influências são tremendas e variadas, a generalidade dos temas desenvolvem-se com melodias fantásticas, mesmo com um ambiente “live” que mais se assemelha, em certos momentos, a hardcore. Acreditem, ou não, a dada altura, quando me distrai por 2 minutos com o telemóvel e “regressei” à sala acreditei que “Red Hot” estavam por ali. Embora com alguma falta de experiência notória (nada que o tempo não corrija), as abordagens ao público fizeram-se em tons de comédia e anedota, que chegam mesmo a tangenciar a linha do stand up. Em resumo, nota MUITO positiva para um projecto que terá, ainda, muitos passos a dar, mas conta já muitos factores impulsionadores de uma brilhante carreira.
Finda a primeira parte, viria a pausa… e começava a questão: “o que escondem as cortinas do António Lamoso”? E escondiam algo em grande… Por volta das 23h, os the LOYD subiam ao palco, como sempre com uma entrada fenomenal a servir de aperitivo para 75 minutos de um fabuloso espectáculo. O destaque vai, desde logo, para a cenografia. Bem, se o novo single se dá pelo nome de “test your temper”, o nosso temperamento é influenciado pelo que vemos e ouvimos, não temos dinheiro para grandes efeitos cénicos e, ainda por cima, há vontade de “esganar” um certo jornal, que se use o dito como elemento… e quais jornais? Seriam rochas? Uma gruta? Barato, simples e eficaz… uma solução engenhosa e visualmente marcante que prova que em tempos de crise apenas temos de (re)criar para fazer ainda mais e melhor. De “Alone” a “Done” um longo caminho se cumpriu, por entre novos temas salpicados por grandes sucessos. Por outro lado, se “Tear in the Pocket” ficou marcado pela subida ao palco de uma convidada muito especial, vinda de um passatempo no Facebook, já “Round Two” abriu portas a mais uma invasão da plateia. Jou voltou a mostrar toda a garra e as características que o começam a transformar num verdadeiro e notório “frontmen”, influenciado por tantos e grandes nomes, que todos nós bem sabemos. Tal como vem sendo hábito, os convidados haviam de marcar presença… e desta feita, Miguel Craveiro foi a marca mais vincada. No que aos novos temas diz respeito, não me vou estender, prefiro esperar pelo álbum para tecer uma perspectiva da globalidade. Mas da mão cheia de novidades já apresentadas, a coerência e a maturidade do projecto são notórias, com a manutenção da linha rock recheada de perfeitas e coesas melodias, francamente à altura do mercado internacional ao mais alto nível.
Nota final para uma audiência que se espera bem mais vasta. Mas como só faz falta quem lá esteve, o resultado foi fabuloso, porque não, mesmo fenomenal. The LOYD entram numa nova fase do projecto, que se espera abra novas portas e muitos mais concertas. Desta vez, deixei o equipamento fotográfico em casa. A noite era para sentir a música e o decurso do espectáculo… fica a krónika para a posteridade. E… até breve!
Ao longo de 5 anos, 60 meses, 1825 dias, 43800 horas, 2628000 minutos... e muitos mais segundos o Krónikas esteve por cá, às vezes mais activo, outras vezes menos operante, mas sempre vivo. Não terá sido um percurso rectilíneo, nem tão pouco homogéneo... na verdade as mutações foram imensas e, hoje, abraçamos um blogue de Krónikas pessoais, de índole cada vez mais cultural, com uma frequência de actualização cada vez mais reduzida. De facto, importará mais a qualidade do que a quantidade, critério que espero seja cada vez mais importante no futuro que se avizinha.
2011… Anunciava-se um ano de contenção, mas em termos
culturais e, muito particularmente, no que à música diz respeito o ano foi tudo
menos contido.
Janeiro foi, para mim, um mês calmo… muito calmo, ainda
no rescaldo da dose dupla de 30 Seconds to Mars em Dezembro de 2010. Fiquei por
casa e a tradição continuou a ser a mesma, era tempo da Festa das Fogaceiras!
Logo depois, viria Fevereiro e começava a sequência
alucinante de experiencias que marcaram 2011 de forma única!
Nos primeiros dias do mês, lá rumei ao Coliseu do Porto,
numa noite muito fria… que rapidamente aqueceu. A abertura ficou a cargo dos the
VIRGINMARYS e logo a seguir viriam os Skunk
Anansie apresentar o seu (estranho) novo álbum. Como já tive oportunidade
de escrever não achei a noite digna de registo especial, confirmou-se a “monstruosidade”
de palco da Skin e foi mais uma noite de música... até levar literalmente com a Skin em cima!
Na minha opinião, o mês fica marcado pelos concertos dos SUM 41 em Portugal. Porto e Lisboa
receberam a banda de punk que conseguiu “incendiar” ambas as plateias. No meu
caso o Coliseu dos Recreios foi o destino, com um ambiente fenomenal, muitas
memórias do tempo da Secundária e alguns reencontros inesperados. Este sim
entra directamente para o top do ano. Ainda, nota positiva para os portugueses Fita Cola, que marcaram a abertura dos
canadianos, com um som consideravelmente colante e uns covers muito
interessantes.
Março traria a primeira emigração cultural do ano. Mas antes
disso, o Coliseu do Porto voltou a ser o palco principal. À entrada já se notava
o ambiente mais alternativo e descontraído. Na fila da bilheteira dois galegos
que me interpelaram para falar do suposto excesso de segurança e das “atrocidades”
da policia espanhola, sim porque “Galicia
no es parte de España”. A conversa não terá evoluído muito, perdão,
chegaram outros animados “nuestros
hermanos” com vontade de jantar nas imediações. Adiante!
Os catalães Che
Sudaka abriram a noite com um misto de imigrantes de vários pontos da
América Latina capazes de criar uma energia contagiante. Depois chegaria Gogol Bordello, um projecto que eu ambicionava
conhecer. Não superou nem defraudou expectativas… era mesmo aquilo,
interessante de se ouvir no mp3, demasiado estranho para se ouvir ao vivo e sem
vontade de repetir.
Na semana seguinte, Barcelona foi o ponto de encontro. À chegada
uma chuva torrencial e um dia em que só apetecia dormir. A visita da praxe a
alguns pontos da cidade e ao fim do dia lá rumei ao Sant Jordi Palau. Depois de
algumas complexidades fotográficas e de 4 macacos que mais pareciam saídos dos
desenhos animados lá chegou a estrela. Estrela? Diz que sim. Kylie Minogue fez em Barcelona o seu
único concerto desta imponente tour na cidade catalã, mas não convenceu. Fui atraído
por um imponente cenário que não desiludiu, mas faltou garra e muitos
bailarinos para dar vida a um gigante adormecido. Valeu a pena? Sim, vale sempre
a pena conhecer, mas não convenceu!
Chegado a Portugal, quase sem descanso e chegava o Festival para Gente Sentada. Nuno
Prata, B Fachada, The Legendary Tigerman, Spokes, Letitia Sadier e Piano Magic
foram os nomes de duas noites, no Cine Teatro António Lamoso, para o festival
mais preguiçoso do país. Nuno Prata e B Fachada mostraram os seus “poderes”, o
Paulo Furtado voltou a mostrar que é sozinho que está bem em cena, Letitia foi
ela própria, Piano Magic desiludiram e Spokes
foram mesmo a grande estrelinha do programa.
Abril voltou a ser mês de ficar por casa. As tradições da
Semana Santa também se fizeram sentir e o destaque do mês vai directo para o
projecto da A.M.A.R., Jesus Cristo Superstar. O musical recriado por jovens, em
estreia no Cine Teatro António Lamoso superou todas as expectativas.
Em Maio conquistei a rua! O Queimódromo marcou, como
sempre, a abertura das hostilidades. Desta vez, por lá passei duas noites. Na primeira
X-Wife deram o mote a um portentoso
concerto dos MGMT. Lá estava eu na
primeira fila e mesmo esmagado com tanto histerismo adorei a noite e o que se
mostrou em palco. Dois dias depois, seria a vez dos Pontos Negros e dos Suede.
Fui arrastado… vale sempre, mas não foi grande. Foi médio ou mesmo mau.
A semana só terminaria na baixo do Porto. O Hard Club
recebeu o génio Yann Tiersen para
uma noite curta e intensa que soube mesmo a pouco.
A meio do mês seria tempo de IMAGINARIUS - Festival Internacional de Teatro de Rua. A 11ª edição
estivera ameaçada, mas lá saiu para a rua. Mais curta, mas com a maior
participação activa de sempre. O MEU
Imaginarius está vivo e recomenda-se… e falemos no futuro: em 2012 nascerá um
novo ciclo, mas dinâmico e interactivo. As Artes de Rua continuam a reinar em
Santa Maria da Feira.
O Ballet
Contemporâneo do Norte apresentou a sua nova produção "A noticia da
minha morte foi um exagero" e eu lá estive. Infelizmente com uma casa muito
mal composta, mas uma intensidade absolutamente recomendável.
O mês não ficaria completo sem o reencontro com Cirque du Soleil. A primeira visita do
ano a Madrid deu-me a conhecer o complexo da Casa de Campo e no “escenario
Puerta del Angel” estava a tenda, la carpa ou o chapiteau, como lhe queiramos
chamar. A noite era de funeral, um palhaço rumou ao céu… e lá saiu o CORTEO.
Junho foi um intenso mês académico, sem grande impacto
cultural. Fica a marca para a novidade desportiva do Feira Downtown, que muito gozo me deu a fotografar.
De seguida viria Julho, o mês mais completo do ano!
Logo no dia 1, Estarreja foi o destino. Era noite de
despedida, Foge Foge Bandido
apresentou-se pela última vez [penúltima, vá]. Uma grande noite, onde a primeira
fila não me faltou. Manel Cruz em grande com uma equipa de músicos fenomenais.
À segunda semana, a maior barracada do ano… quiçá da história.
O OPTIMUS ALIVE 2011 anunciava-se
como um grande festival e transformou-se na maior fraude de todos os tempos. Comecemos
pelo inicio, um dia de cada vez.
Venderam-me um festival sem pó, mas decidiram alargar o
recinto. Problema, esqueceram-se “tirar o pó” desse alargamento. Ao primeiro
dia, grande destaque para a tempestade de pó. Confesso que a dada altura o meu
casaco branco ficou castanho.
Adiante… Entrei já tarde, dei uma vista de olhos
a GroupLove, um projecto curioso,
mas não digno de um palco principal de um “grande” festival (de grande só o
tamanho). De seguida rumei ao meu objectivo do dia e desisti: James Blake actuou num hangar de aviões
a que designaram de “palco” Super Bock. Desculpem-se o pormenor ou mesmo o
exagero, mas o som estava tão mau (abaixo de péssimo) que não aguentei ficar no
local… até porque com tanta vibração cheguei a temer pela segurança do que
estava sobre a minha cabeça. Após o jantar apressado Blondie reavivaram memórias, num palco despido e demasiado grande
para o que se mostrou. Por fim, COLDPLAY
foram os reis da noite, com um grande concerto e um memorável espectáculo
multimédia que certamente deixou marcas no Alive [e não digo quais].
Ao segundo dia, a “tempestade” de pó repetiu-se, mas vá
lá que não me dignei a tentar o péssimo som dos palcos secundários. Limitei-me
ao principal e dediquei-me ao incrível e inesperado alinhamento da noite. Jimmy Eat World abriram as hostes e
passaram o testemunho aos MY CHEMICAL
ROMANCE para um curto espectáculo ao por do sol. Estranho, muito estranho
ver os cabeças de cartaz de Leeds em pleno dia e num concerto de apenas 1 hora.
Não vale a pena reclamar de supostos sábios de alinhamentos e supra sumos da
produção que nem ao público se dignam a responder. Adiante, que não vale a pena
falar do abominável comportamento da Everything is New.
Seguiram-se Xutos
e Pontapés para um concerto de regressos. Iggy and the Stooges chegaram-se à frente para um concerto
irreverente, mas desalinhado.
Ao final da noite, o concerto do ano… FOO FIGHTERS salvaram a honra da casa e
deram show. Durante mais de duas horas, uma fabulosa set-list foi alternada com
a fascinante interactividade do Dave. Grande momento!
O penúltimo, que devido aos graves factos ocorridos no
recinto acabou por ser o último, pelo menos para mim, fica marcado pela queda
eminente do palco principal. Uma viga cedeu, talvez pelo peso da estrutura
cénica do dia, talvez por danos anteriores, talvez pelo piso não ser o adequado
à estrutura… e muitos outros que não importa agora desbravar. Os factos são
simples:
i) à hora marcada os concertos não começaram;
ii) apenas duas horas e meia depois a organização se dignou
a informar o público que haveria problemas, sem referir dois concertos com
cancelamento já confirmado (nesta altura o telemóvel era a única fonte de
informação):
iii) durante mais 3 horas permaneceu a incerteza e a
dúvida, com um público apático, desmotivado e ignorado;
iv) duas gruas chegaram para suportar a estrutura do
palco principal, em risco de desmoronamento;
v) parte do público deslocou-se para os palcos secundários,
sem capacidade para albergar todo o público presente no recinto… e diga-se que
a lotação não estava esgotada;
vi) perto da uma da manhã lá começou o concerto dos 30 SECONDS TO MARS, com quase duas
horas de atraso e apenas 45 minutos de duração… sem público no palco e
praticamente todo efectuado na plataforma de proximidade com o público.
Ficam à vista as negras marcas de uma noite que em muito
mancha o, agora, péssimo nome da Everything is New. A produtora considera-se
alheia a tudo, afirma, por escrito, que os concertos começaram a horas e que os
headliners actuaram (recorde-se que 3 dos 5 concertos do palco principal foram
cancelados e o atraso no inicio dos espectáculos foi de mais de 6 horas). O filme
continua, fora do recinto e nos meios cada vez menos diplomáticos.
Para mim, Everything is New nunca mais! Entretanto rumo
cada vez mais ao exterior. Concluindo, no dia seguinte tudo continuou como se
nada se tivesse passado. Sim, as gruas continuaram a segurar um palco em risco
de ruína, a segurança continuou ameaçada, mas todos os espectáculos decorreram
com “normalidade”.
Fora o mega flop a vida continua e a saga Harry Potter chegava ao fim. Os Talismãs
da Morte II ditou o final de mais de uma década de um verdadeiro companheiro de
muitos momentos.
A meio do mês Águeda apresentava a novidade
"Aduja". Os catalães La Fura
dels Baus, mestres das Artes de Rua, foram convidados a dar nova vida ao
que fora o Rio Povo… e saiu asneira. Nem de uma nem de outra perspectiva se
consegue encontrar diferenciação ou novidade. Não deixou saudades, nem grande
vontade de repetir a dose em 2012.
O Festival Danças
do Mundo voltou a trazer a Portugal dezenas de nomes do folclore de todo o
mundo. Algumas galas, como a de abertura em que estive presente, contaram com a
participação especial da Vânia Fernandes
para um inigualável momento musical.
Quase a fechar o mês os All About Dance regressaram ao Grande Auditório do Europarque com
toda a academia de dança a participar no projecto. Desta vez o tema em destaque
foi o "Cinema".
Julho é por natureza mês do início da Viagem Medieval em Terra de Santa Maria,
o “maior e mais popular” projecto de recriação medieval da Europa. Durante onze
dias o centro histórico de Santa Maria da Feira transforma-se num enorme parque
temático com dezenas de espectáculos e centenas de horas de animação.
A viagem no tempo foi interrompida pela curta visita a
Cascais, ao Cool Jazz Fest. Um dia memorável! Se a ideia de
rever JAMIE CULLUM já me agradava, a
ideia de o conhecer pessoalmente ainda mais. Com os Cullumholics portugueses
reunidos e depois de um momento de confraternização lá rumamos ao backstage… inesquecível.
Ao mesmo tempo já cantava a “boneca de trapos”, a fabulosa Luísa Sobral e
abria-se caminho à noite mágica e a quase duas horas de muitas emoções na linha
da frente do palco.
Em Agosto apenas teve vida a etapa final da Viagem
Medieval em Terra de Santa Maria e seguia-se o descanso.
Setembro foi mês de concluir a Tese e garantir acesso privilegiado
a um concerto privado do Filipe Pinto no Porto. Apenas dez temas e muita
cumplicidade. Uma sala apertada e pouco mais de 50 pessoas… uma experiencia inesquecível.
Entramos no último trimestre e a música seria a rainha. Em
Outubro, os Encontros com a Música
marcaram a entrada e a D'bandada Optimus
Discos deu-lhe seguimento, numa memorável noite na baixa do Porto, com
dezenas de concertos grátis. Do meu roteiro constaram Mendes & João Só, Best
Youth, Salto, The Doups e a festa de encerramento no
Mosteiro de S. Bento da Vitória.
Novembro seria mês de férias e algo mais. Paris foi a
primeira paragem… e com música. O Zénith foi palco de uma White Night fabulosa.
Para abrir chegaram os Our Mountain,
seguiram-se os fabulosos White Lies e nada estaria concluído sem o reencontro
com os 30 SECONDS TO MARS. Finalmente
um concerto completo, com muita energia, vibração e emoções… e voltei a dar de
caras com o Jared, desta vez fora do palco.
Logo a seguir o Estoril seria o destino… e mais um
concerto “privado”. Dois dias antes da grande noite do Coliseu dos Recreios, os
GNR fizeram-se ouvir para uma sala em apoteose.
Dezembro marca o final de mais um ciclo… e de que
maneira!
Não poderia faltar mais uma edição da Terra dos Sonhos, mas este mês seria
bem mais do que isso.
Duplo encontro com Cirque
du Soleil, primeiro em Santiago de Compostela com o projecto ALEGRIA e uma semana mais tarde em
Madrid com ZARKANA. Mais palavras
não vou usar, de outra forma correria o risco de escrever um romance e não uma “krónika”
alargada.
Ainda em Madrid, o Palacio de Deportes de la Comunidad de
Madrid foi palco de um dos concertos da temporada. Os Foals abriram as hostilidades musicais para uma noite em que os
reis foram os californianos RED HOT
CHILI PEPPERS, com uma monumental carga multimédia, num cenário de fazer
inveja, a fechar da melhor forma a tour europeia 2011.
O ano só ficaria completo com uma grande exposição. Ainda
em Madrid, a Casa de Campo é o palco da paragem ibérica da mostra NASA, A HUMAN ADVENTURE… absolutamente
recomendável.
Um ano intenso e descomprimido… venha, agora, 2012 que
promete novos projectos e muitas aventuras. BOM ANO!
Há muito que ansiava pela oportunidade. Foram meses a
planear a data… e no passado Sábado lá rumei à Madrid Arena, no complexo
madrileno da Casa de Campo, para assistir ao vivo ao novo projecto de Cirque du
Soleil: ZARKANA. E que maravilha me apareceu à frente.
Saí de casa com as expectativas no limite, elevadíssimas e
dificilmente superáveis, mas a perfeição cénica, técnica e visual deste
projecto fizeram-me literalmente voar por um imaginário distante e complexo.
ZARKANA apresenta-se como um projecto fortemente acrobático
e visual, mas consegue ser bem mais do que isso. Tirando partido da experiência
dos últimos anos em Casinos de Las Vegas, Macau e Hong Kong, a companhia
produziu o seu primeiro musical para a Brodway. Sim, ZARKANA foi criado,
originalmente, para ser apresentado em Nova Iorque, de acordo com um conjunto
de requisitos associados ao teatro musical. Desde logo, salta à vista a
ausência da pista de circo e a imponência de um cenário, que mais não faz do
que recriar um fabuloso e antigo teatro.
A fenomenal banda sonora original será, sem dúvida, um dos
destaques do projecto. Originalmente interpretado por Garou, Zark é um mágico
que tenta reconquistar os seus poderes e reencontrar a sua amada, num divertido
e bizarro percurso pelo magnífico teatro do imaginário ZARKANA. Outros projectos
impedem Garou de fazer a pequena tour, que apenas pára em Madrid e Moscovo, o
que levam a uma certa perda da mística, mas distanciando-nos desse facto, ou
mesmo abstendo-nos dele a magia está lá e a perfeição técnica e artística do
seu substituto é evidente. Por vezes, a informação em excesso não é vantajosa,
este é um dos exemplos disso.
No que ao espectáculo diz respeito, o provérbio português
primeiro estranha-se e depois entranha-se resume tudo. Ao início não me pareceu
estar no mundo Cirque, mas em apenas dois ou três minutos tudo se inverteu,
percebi estar num novo mundo, uma nova etapa… aquilo a que eu mesmo apelidara,
antecipadamente, de novo conceito.
A tradição ainda é o que era e tudo continua a ter início
com a invasão dos palhaços. Será? Perto disso… desta feita, entram os palhaços,
os músicos e uns quantos personagens deste bizarro mundo, que conseguem um
efeito cómico com os seus actos, mas serão tudo menos palhaços.
Dois órgãos de tubo dão o mote para a abertura oficial… e lá
se abre o pano. Mostra-se o teatro e a parafernália. De imediato a cena se
completa com cerca de 4 dezenas de personagens, num intenso e complexo quadro
de abertura, onde até as cadeiras ganham vida. Opps, afinal é o Zark que começa
a ter sucesso com os seus poderes.
Um espectáculo que apesar de ser um musical e decorrer em
ambiente teatral aposta forte nos números acrobáticos, sendo essa a grande
ligação aos clássicos da companhia. Um inovador número de malabarismo com bolas
de ténis marca os primeiros momentos, mas um conjunto de outros projectos dá
vida intensa ao espectáculo.
No final da primeira metade um palhaço conquista uma viagem
à Lua… e eis que de repente voa sobre as cabeças do público, em slow motion e
com muitos sorrisos e emoções.
Nesta altura já poderia fazer uma pré-análise: um programa
idêntico em número de quadros, mas com rapidíssimas transições de cena,
facilitadas pela existência de uma boca de cena e do tradicional pano do
teatro. Isto traduz-se, numa primeira abordagem, numa menor duração efectiva do
espectáculo. Em resumo, as habituais duas horas acrescidas de intervalo, são
agora convertidas em cerca de duas horas (um pouco menos) já com os vinte
minutos de pausa contabilizados. Vantagens: não se quebra o ritmo, aumenta a dinâmica.
Desvantagens: parece menos um circo e revela-se o conceito mais teatral dos
criadores.
Com isto e numa primeira abordagem, falaria em menos mística,
mas, por outro lado, pode observar-se a mesma paixão e a mesma entrega de
sempre. O mundo idílico e perfeito continua o mesmo, com outras fronteiras e
menos barreiras. Os conceitos são alternativos, o produto final será bem
diferente, mas é Cirque com toda a certeza, com toda a paixão, com toda a
perfeição!
Não poderia escrever sobre ZARKANA e ignorar a componente multimédia,
sem dúvida, a grande mais-valia e inovação deste projecto. Num contexto onde
tudo é simbólico, o cenário fala por si… as mutações são constantes e a cada
quadro tudo muda, desde a forma, às imagens, passando pela cor e dimensão. Uma magnífica
amostra da capacidade criativa da companhia com uma engenharia de cena brutal,
efeitos mecânicos de fazer inveja e apresentações multimédia de deixar qualquer
um de boca aberta.
E terminou o intervalo…
A segunda etapa começava com algo diferente, uma vez mais
estranho. Desenho ao vivo, através da utilização de um pó azul desenvolvendo as
imagens directamente com os dedos. E assim se fazia a ligação. Lembram-se que estávamos
na Lua, na viagem do palhaço? Pois, agora a viagem termina num ambiente menos
espacial, numa verdadeira teia, onde não falta a aranha.
A derradeira etapa desenvolve-se sob o signo da acrobacia e
da força de braços, onde nem um conceito muito alternativo de movimento
corporal faltou. Este exemplo fenomenal de teatro musical que conta a história
através de números de circo terminaria de forma apoteótica, com muita cor,
alegria e emoção.
Nota ultra positiva para este projecto, que será, sem
dúvida, o MELHOR ESPECTÁCULO A QUE JÁ TIVE A OPORTUNIDADE DE ASSISTIR, seja de
Cirque du Soleil ou de qualquer outra companhia. A palavra de ordem continua a
ser a mesma: a cada projecto fico mais fã
desta companhia.
Apenas uma nota negativa para o “problema” da presença de
público em longas estadias de super produções dimensionadas a mega espaços. No Sábado
que antecedeu o Natal, a matiné não conseguiu mais do que 70% de ocupação. Até a
fila exclusiva para membros Cirque Club, onde tive a oportunidade de assistir
ao espectáculo, deu sinais de fraqueza: em 15 lugares disponíveis, apenas 5
estiveram ocupados. O novo contexto aplicado a “Alegria” e “Saltimbanco” será
certamente a alternativa de futuro, com curtas paragens em muitas cidades,
excepto no anormal mundo português (onde Lisboa recebe um projecto, com estadia
máxima de 5 dias nas principais capitais mundiais, durante 3 semanas, sem que a
tour siga para outros locais do país), permitindo um considerável incremento do
público abrangido e das audiências, comprovado pelos níveis de lotação esgotada
próximos dos 100% em ambos os projectos.
Em 2011 digo adeus ao Cirque du Soleil, mas para 2012 prometo
nova ou novas visitas a este mundo fantástico. Garantida, para já, está a
viagem a Londres, em Fevereiro, para conhecer “Totem”, que dentro de poucos
dias regressa ao Royal Albert Hall.
Ontem, a noite foi de festa. O Palacio de Deportes de la Comnidade de Madrid assistiu ao encerramento da tour europeia 2011 dos Red Hot Chili Peppers. A casa prometia estar cheia, com os bilhetes a esgotar em menos de 24 horas, após o início da venda [há cerca de meio ano atrás]. Mais de 20 mil pessoas em completo delírio, num ambiente fenomenal. Cada vez gosto mais de Espanha. E tal seria possível Portugal? Mudem-se as mentes, mudem-se as pessoas e poderemos fazer até melhor.
Vinte minutos antes da hora marcada para a abertura das portas cheguei às imediações do Pavilhão. Duas ordeiras filas nasciam na alameda frente à principal entrada. Tão ordeiras e rectilíneas, que sem acção de qualquer elemento da organização se foram criando vértices e serpentinas, de forma a optimizar o espaço disponível. Com todo o quarteirão ocupado, a dita ordeira e perfeita fila continuava a crescer pelos quarteirões das imediações, com a mais completa harmonia, sem fura filas ou qualquer confusão. Nem mesmo na fase final se verificaram os tradicionais empurrões (à portuguesa e de tantos outros locais, como ainda há um mês tive oportunidade de vivenciar em Paris).
Em Madrid, voltei a encontrar uma comunidade jovem fresca, enérgica, irreverente, dedicada, compreensiva, alegre e com a dose certa de irreverência. Muito respeito pelas normas: fumar no pavilhão? Como se isso passasse pela cabeça de alguém. Não fora a cerveja voadora e tudo seria perfeito. Sim, moche, o que é isso? Um dia destes mudo-me para o lado quem se compreende mutuamente e sabe como crescer a todos os níveis. Temos muito a aprender com eles.
Quanto à música... perfeito!
Para mim, não terá sido o concerto do ano, mas, sem dúvida, que se tratou de algo sublime. Como seria de esperar da apresentação na capital espanhola, coincidente com o final de tour, algo grande aconteceu. Foram 21 temas, numa abordagem global da história destes californianos, em cerca de duas horas de um grande show, que mais do que um concerto foi um brutalíssimo espectáculo de multimédia. Perfeito, perfeito... como pedir mais?
Uma simples palavra, um sentimento, um estado de espírito…
acima de tudo uma EMOÇÃO. Cirque du Soleil continua a surpreender.
Ontem, desloquei-me a Santiago de Compostela para assistir à
nova versão do clássico “Alegria”, desta companhia de circo canadiana. Agora um
projecto de arena, com curtas paragens (média de 5 dias) nas principais cidades
do globo.
Portentoso, poderoso, esplêndido, sublime, imponente… e
alegre. Apenas alguns dos adjectivos que cabem neste conceito, idoso mas de uma
actualidade extrema.
Num longínquo território, onde reina a anarquia, um palhaço
corre em busca da sua amada. História simples, enredo cru e descomplexado… um
mundo de simples efeitos especiais, com brutais resultados visuais. Cirque du
Soleil é isto mesmo: magia pura.
Esta foi a minha quarta experiência Cirque e, como sempre,
primou pela diferença. Se “Varekai” fora circense a acrobático, “Saltimbanco”
puxara já de valores mais sentimentais e coloridos. Por outro lado, “Corteo”
mostrou-me um outro ângulo de visão dos criadores Cirque, ao revelar-se mais sentimental e teatral.
Agora, “Alegria” atreve-se a desmontar o conceito e refazer o que poderia ser o
“mais do mesmo” num jogo idílico de estranho e míticos personagens que se
cruzam num imponente cenário, onde o inesperado acontece a cada instante.
Este regresso a Santiago revelou um público mais enérgico e
envolvido, bem diferente do meu primeiro contacto, aquando da estreia de Cirque
du Soleil na Galiza. Continuei a dar o mote para a generalidade dos aplausos,
mas, desta vez, o público aderiu em massa, com brutais e apoteóticas ovações
aos mestres das artes de tenda, agora em cenário de pavilhão. A inspiração
cinematográfica fica patente em cada quadro. Do “Matrix” aos clássicos a preto
e branco, muitas são as paragens e apeadeiros fumegantes de influências para
este mundo do era uma vez.
Não vou desvendar as surpresas e mistérios de um projecto de
uma perfeição invejável, que dentro de poucos dias estacionará em Lisboa. Vale
a pena deixar o convite a uma visita a este mundo mágico e idílico.
Quanto a mim, não precisarei aguardar muito para me voltar a
reencontrar com estes magos da fantasia. No próximo Sábado, rumarei a Madrid
para conhecer uma das mais recentes produções, desta vez sem pista e onde o
palco mais parece virtual. A Madrid Arena está transformada, durante dois
meses, no mítico teatro de Zark, um mágico que tenta recuperar os seus poderes.
ZARKANA é o projecto que se segue!
Fica a sugestão de um excelente álbum de Natal. De Jamie Cullum a Iggy Pop, passando por Mika, são inúmeros estilos musicais concentrados num só tema: o Natal.
A edição 2011 dos EMAs fica marcada pelo destaque máximo atribuído a uma antena parabólica que voou até à Lua em pleno cenário. Em paralelo, diz-se que um miúdo se revelou como homem, ou não. Ainda nota para a banhada que os asiáticos "desconhecidos" BigBang deram a uma pseudo-diva que se dá ao luxo de cantar "ao vivo" em playback.
Em paralelo fica a verdadeira história dos EMA's, os prémios sem direito a palco que destacaram os Linkin Park como "Best Rock Band" e confirmaram os 30 Seconds to Mars como "Best Alternative Band", em simultâneo com o reconhecimento de "Best World Stage".
As always,
primeiro estranha-se depois entranha-se. Assim se começa a desenhar o estilo,
muito próprio, de Florence and The Machine.
O novo álbum [Ceremonials] revela-se,
acima de tudo, uma continuação de Lungs, embora com um ritmo mais adulto e um conceito mais coeso.
Poucas palavras se poderão aplicar a algo tão simples como a
limitada complexidade de um projecto que se faz de pequenas ideias que se
transformam em grandes canções.
Shake it out marca
a entrada nos charts de um álbum que certamente trará vários singles e muitos
temas às rádios. No Light, No Light será o próximo single a extrair do projecto e já nos primeiros dias de Novembro será apresentado, ao vivo, no X Factor.