Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Red Hot Chili Peppers @ Madrid [17 DEC 2011]

Palavras para quê? 
As imagens são, sem dúvida, mais fortes. 

Ontem, a noite foi de festa. O Palacio de Deportes de la Comnidade de Madrid assistiu ao encerramento da tour europeia 2011 dos Red Hot Chili Peppers. A casa prometia estar cheia, com os bilhetes a esgotar em menos de 24 horas, após o início da venda [há cerca de meio ano atrás]. Mais de 20 mil pessoas em completo delírio, num ambiente fenomenal. Cada vez gosto mais de Espanha. E tal seria possível Portugal? Mudem-se as mentes, mudem-se as pessoas e poderemos fazer até melhor.

Vinte minutos antes da hora marcada para a abertura das portas cheguei às imediações do Pavilhão. Duas ordeiras filas nasciam na alameda frente à principal entrada. Tão ordeiras e rectilíneas, que sem acção de qualquer elemento da organização se foram criando vértices e serpentinas, de forma a optimizar o espaço disponível. Com todo o quarteirão ocupado, a dita ordeira e perfeita fila continuava a crescer pelos quarteirões das imediações, com a mais completa harmonia, sem fura filas ou qualquer confusão. Nem mesmo na fase final se verificaram os tradicionais empurrões (à portuguesa e de tantos outros locais, como ainda há um mês tive oportunidade de vivenciar em Paris).

Em Madrid, voltei a encontrar uma comunidade jovem fresca, enérgica, irreverente, dedicada, compreensiva, alegre e com a dose certa de irreverência. Muito respeito pelas normas: fumar no pavilhão? Como se isso passasse pela cabeça de alguém. Não fora a cerveja voadora e tudo seria perfeito. Sim, moche, o que é isso? Um dia destes mudo-me para o lado quem se compreende mutuamente e sabe como crescer a todos os níveis. Temos muito a aprender com eles.

Quanto à música... perfeito! 
Para mim, não terá sido o concerto do ano, mas, sem dúvida, que se tratou de algo sublime. Como seria de esperar da apresentação na capital espanhola, coincidente com o final de tour, algo grande aconteceu. Foram 21 temas, numa abordagem global da história destes californianos, em cerca de duas horas de um grande show, que mais do que um concerto foi um brutalíssimo espectáculo de multimédia. Perfeito, perfeito... como pedir mais?


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